E foi assim…

Sessões de Contos nas Feiras do Livro de Portimão e Lagos
Uma reflexão pessoal da minha participação nas feiras do Livro
 
FeiraLivro2008-Lagos       Lagos08 
 
SessãoContosLagosFeiraLivro2008       SessãoContos14-08-08FeiraLivro-PTM
 
O Verão de 2008 está a começar a aproximar-se do fim. Para trás ficaram várias sessões de contos que realizei nas Feiras do livro de Lagos e Portimão. Aproveitando as fotos enviadas por uma amiga minha de algumas sessões realizadas, resolvi escrever um pouco sobre a experiência.
 
Contar é para mim uma grande alegria. Uma festa. Voltar a contar na minha região é sempre bom pois sinto-me em casa. Mas também é um desafio pois algumas pessoas já me conhecem, conhecem o meu trabalho e alguns dos meus contos, mas esperam sempre ser surpreendidas. Agarrei esse desafio, mas posso dizer que não é fácil pois o processo criativo não é algo que aparece quando se quer e de um momento para o outro. Todos os dias procuro descobrir contos novos, formas novas de interacção, novos objectos mágicos. Para as sessões deste verão, agarrei no "material" que tinha vindo a recolher nos últimos meses e arrisquei trabalhá-lo e experimentá-lo. É claro que fazer uma sessão com contos novos deixa-me mais inseguro. Não sei como é que o público vair reagir, não sei o que resulta ou não.No entanto, arrisquei, isto porque algum dia teria de ser a primeira vez daqueles contos. Fiz algum "trabalho de casa" e depois aproveitei o momento… quanto ao resultado? Bem, sinceramente nem todas as sessões foram boas. Pelo menos duas delas não correram como eu gostaria. O que fazer? Analisar os motivos para tal e tentar corrigi-los para que não aconteçam em sessões futuras. As outras sessões, num total de duas dezenas, correram muito bem.
 
Pessoalmente, houve uma sessão que me estava a deixar preocupado. Era uma sessão para adultos em Lagos com a presença de outro contador (Miguel Horta). Eu não o conhecia muito bem e conhecia pouco o seu trabalho. No entanto, senti que a sessão correu muito bem. A dupla funcionou e o público reagiu bem. No final conversámos imenso, tendo gostado muito de ter conhecido melhor o Miguel Horta.
Confesso que já tinha saudades de fazer uma sessão de contos para adultos. É mais calma, mais intimista e o clima que se cria acaba por ser mágico. Sinto que os adultos precisam muito de ouvir contos mas no meu trabalho as solicitações para fazer sessões para crianças são maiores. Podem dizer-me "mas nas sessões infantis tens os pais das crianças". Pois, mas nessas sessões eu concentro-me principalmente em satisfazer as necessidades das crianças, piscando de vez em quando o olho aos pais com um ou outro comentário mais adulto. Mas não vou ao encontro daquilo que os pais precisam de ouvir. Os contos para os adultos respondem a outros anseios e medos. São diferentes. Enfim, o que desejo é que haja mais oportunidades de trabalhar com adultos pois como já ouvi dizer, "Os contos servem para adormecer meninos e para despertar adultos adormecidos" e considero haver por aí muitos adultos a precisarem de um "despertar".
 
 
 
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